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Telefonia IP: Muito além do VoIP

Solução pode aumentar produtividade da sua empresa e, ainda por cima, reduzir custos.

 

Visualize um cenário em que os colaboradores de uma empresa podem levar o ramal do telefone corporativo em seus smartphones pessoais podendo falar, via 3G, sem utilizar a linha celular. Ou, pense em um sistema Telecom em que é possível saber se a pessoa com quem você deseja falar está com a linha ocupada, dando a opção de enviar um recado via chat no celular.

Além disso, imagine ser convocado para uma reunião justamente em um horário que você não pode se deslocar, mas, mesmo assim você consegue ver, falar e colaborar documentos com os demais participantes via videoconferência em um tablet. Todas estas funcionalidades trariam redução de custos e aumento de produtividade às empresas, mas será que já temos toda esta tecnologia disponível?

A resposta é sim, atualmente tudo isso é possível, pois nossa tecnologia já evoluiu o suficiente para atender a estas demandas.

Retrocedendo para a década de 80, quando a demanda por telefonia no Brasil estava no ápice, grandes condomínios residenciais, agiam como empresas e tinham de compartilhar linhas telefônicas em um PABX para ratear o custo e atender a todos, pois linhas telefônicas fixas eram escassas e caras, inclusive o indivíduo recebia ações da Telebrás como moeda de troca, com a justificativa que estava financiando a instalação do parque telefônico no país.

Em 90, quando houve a migração das plataformas analógicas de telefonia para digital (CPA) e os PABX passaram a ser processados por microprocessadores como um PC, o investimento necessário para renovar o parque instalado nas operadoras e nas empresas fez com que os custos com telefonia explodissem, o budget destinado aos custos com telefonia tinha muita importância no orçamento das empresas, sem falar nos custos com celulares que vieram na sequência. Neste momento o mercado começou a buscar alternativas mais viáveis, daí surgiram as primeiras experiências com telefonia IP.

Empresas começaram a oferecer o serviço de voz sobre internet e adaptações eram feitas com ATAs para interligar o PABX corporativo no link de internet e ser possível se comunicar com menor custo, e surgiu também a possibilidade de falar pelo MSN e o SKYPE. Muitas empresas aderiram, mas em pouco tempo voltaram atrás, pois a qualidade e disponibilidade deixavam muito a desejar. Só pessoas físicas foram em frente utilizando estes serviços, e este movimento não motivou as operadoras a reduzirem seus custos para os clientes.

Com o passar do tempo o Skype e o MSN ganharam volume extraordinário e novos protocolos de compressão foram desenvolvidos, o que melhorou sensivelmente a qualidade de voz sobre IP e despertou novamente o interesse corporativo. Subitamente não era mais necessário criar uma infraestrutura de rede para telefonia e outra para dados: o mesmo cabo que conecta o telefone conecta o PC, com apenas um ponto de rede sob a mesa do colaborador. As equipes internas de telefonia e informática puderam se fundir a um mesmo grupo que cuida dos servidores de dados e telefonia.

Um novo grupo de empresas apoiadas por investidores surge oferecendo novamente VoIP no mercado, mas desta vez com o produto mais maduro, trazendo melhor qualidade e custos menores na década de 2000. Aí sim as grandes operadoras percebem e, para não perder mercado, passam a conceder descontos para seus principais clientes não migrarem para telefonia IP.

O mercado passa a clamar por telefonia IP dentro das carriers, mas elas não respondem, pois seus produtos são muito lucrativos e insistem em manter a política de telefonia tradicional com links R2 de 30 linhas ou pares de fios analógicos. Mas o inevitável aconteceu: as menores, mais ágeis, com menor custo e com um nível suficiente de qualidade começam a tomar uma parte significativa do mercado e ameaçam as gigantes do mercado de Telecom.

Finalmente, algumas grandes operadoras saem na frente e cedem, criando novas empresas, ou estabelecem segmentos para oferecer VoIP ao mercado com menor custo.

Estamos iniciando uma nova década, e assistimos empresas de tecnologia lançarem produtos inusitados, enquanto operadoras de Telecom prometem custo fixo e liberdade total em ligações telefônicas e tráfego de dados sem limite. A convergência é uma realidade inexorável; agora precisamos de dedos mais longos e ágeis, pois não temos mais só o controle remoto da TV para clicar ou tocar. Tudo tende a ser touch e carregará em si as aplicações que o cliente escolher porque precisa ou deseja.

Texto, voz, imagem, localizadores e outros integram Smart TVs que ganharam acesso à internet; automóveis incorporam os recursos de text to speech para ler suas mensagens SMS. Essa crescente do mundo VoIP, entre outras aplicações do unified massaging já trouxe alguns movimentos de mercado, como a compra do Skype pela Microsoft, com o objetivo de integrar a ferramenta junto ao Outlook no Xbox, o console de jogos de Microsoft. Outro exemplo foi o Google, que comprou a Motorola mobility para conseguir harmonia entre seu sistema operacional Android e um celular que será produzido especificamente para ele.

A convergência destas tecnologias representa maior conforto para o usuário, porém, uma coisa muito importante que não podemos deixar de compreender é que Skype, Google Talk, MSN ou Facebook, ou mesmo o smartphone possui um sistema operacional, com aplicativos diversos e que se comunica com outros dispositivos, e principalmente, carregam informações particulares potencialmente valiosas. Diante disto, o recomendado é que empresas não utilizem estas ferramentas “grátis” indiscriminadamente, para não expor suas ações e estratégias.

O ideal é que contratem empresas especializadas em telefonia IP, videoconferência e demais aplicações que façam projetos e que tragam segurança e alta disponibilidade. Hoje é possível aproveitar seu parque instalado de telecomunicações, introduzindo alguns elementos na rede que transformarão sua topologia para telefonia IP, com custos de investimento rapidamente retornáveis pela redução de custos que proporcionam. Os produtos VoIP podem ser locados a preços que variam no mercado entre 3% a 7% do valor global de venda, dependendo do período contratado. Assim, se a empresa tem uma conta telefônica que gira em torno de R$ 10.000,00/mês, é possível reduzir em 40% a conta, locando equipamentos e aplicativos por cerca de R$ 2.000,00/mês.

O conceito de virtualização de aplicações também já é uma realidade. É possível colocar nos servidores das empresas aplicações como ramal em celulares, por exemplo, sem introduzir nenhum hardware, em muitos casos. Muitas vezes basta um simples gateway entre seu PABX e a Internet para que sua empresa possa se comunicar com ramais e PABX remotos ou celulares e tablets 3G sem custo adicional, além do que já é pago pelo link de internet.

Essas são algumas ferramentas para serem utilizadas na busca do aumento de produtividade que o conceito de unified messaging pode trazer. Interessante, não? Mais feliz ainda ficará seu diretor financeiro quando perceber que não precisará aumentar seu plano de pacotes de minutos. Na verdade poderá reduzi-lo, pois precisará apenas que o departamento de TI encomende um projeto de otimização de recursos.

Fonte: Olhar Digital
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